sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Lixo gera energia

2011-11-29
Suldouro apresentou tecnologia capaz de produzir electricidade

A Suldouro, empresa de tratamento de resíduos sólidos urbanos, situada em Vila Nova de Gaia, apresentou, hoje, uma tecnologia inovadora capaz de aproveitar o calor produzido no tratamento do lixo e transformá-lo em energia. Esta forma revolucionária de aproveitamento energético permite a diminuição dos custos de electricidade e, consequentemente, uma redução no valor das tarifas a pagar pelos consumidores de Gaia e Santa Maria da Feira.

A nova tecnologia, desenvolvida pela Tri-O-Gen, empresa que, juntamente com a Sotecnisol, se aliou a esta iniciativa da Suldouro, “permite, ainda, reduzir as emissões de dióxido de carbono e promete ser uma das soluções para o aquecimento global. Os resíduos produzidos pelos 450 mil habitantes de Vila Nova de Gaia e Santa Maria da Feira transformam-se na fonte de energia de cerca de 7% do seu consumo eléctrico, ou seja, o equivalente a quase um mês do consumo eléctrico doméstico”, explicou Nuno Pinto, Presidente do Conselho da Administração da Suldouro.
Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia, felicitou esta a iniciativa: “É de louvar esta parceria entre as empresas. E fico muito satisfeito de poder dizer que este equipamento se soma à política de sustentabilidade global do Município. Fazemos parte de um grupo muito restrito de Câmaras Municipais que está numa primeira linha em projectos deste tipo, como por exemplo, o Projecto Elena que abrange três componentes - a de iluminação pública, a eficiência energética dos edifícios e a dos transportes públicos. Vila Nova de Gaia foi a única cidade portuguesa a par de outras importantes cidades europeias, como Barcelona ou Paris, seleccionada para o desenvolvimento de um projecto cujo objectivo consiste em reduzir em 20% as emissões de CO2, aumentar em 20% a eficiência energética e aumentar a incorporação de fontes renováveis.”
O autarca referiu alguns dos problemas que devem ser eliminados: “Tenho, neste momento, algumas preocupações. Uma delas relaciona-se com investimentos urgentes. É necessária a construção de um aterro sanitário que substitua o que está em funcionamento, cuja semi-vida chegou ao limite. Se nada for feito não temos onde por o lixo".
Outra das preocupações do Presidente da Câmara é o facto de haver um défice de pagamento de 400 milhões de euros às Águas de Portugal. Segundo Luís Filipe Menezes estamos perante uma situação inaceitável e de injustiça: “A Câmara de Gaia paga às Águas de Portugal três milhões de euros por mês e deve zero. É uma situação muito injusta, porque os nossos fornecedores ficam para segundo plano por termos de pagar a tempo e horas. O Estado tem que arranjar uma solução para que todas as autarquias fiquem nas mesmas circunstâncias e sejam obrigadas ao mesmo calendário de pagamento, ou então nós atrasamos o nosso pagamento e pagamos tudo aos nossos fornecedores".

Joana Silva

“Douro Marina”

2011-11-24
Nova marina vai promover turismo


As obras da “Douro Marina”, situada na Afurada/Canidelo avançam a ritmo acelerado. Trata-se de um projecto pensado pelo Município que dinamizará o Rio Douro que representa um investimento de 11 milhões de euros.

“Esta Marina é um projecto pensado pelo Município que merece ser muito acarinhado. A “Douro Marina” será um espaço de turismo, lazer e recreio”, afirmou Firmino Pereira, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Gaia.
“Por ser um forte equipamento de turismo, foram criados 70 postos de trabalho directos, o que para nós é muito importante, visto que atravessamos um período muito complicado”, acrescentou o Vice-Presidente da Câmara de Gaia.
Firmino Pereira referiu ainda que a “Douro Marina” reúne as condições necessárias para ser um sucesso: “Já há registos que indicam 35% de interessados em alugar a marina. É muito bom nesta altura, visto que estamos numa fase em que ainda não fizeram a promoção deste espaço. Os valores de aluguer é de 2 mil euros por ano, sendo que neste momento, os lugares para as embarcações maiores têm mais procura. Espera-se que em 2016 um milhão e meio das receitas sejam estrangeiras”.
A obra entregue ao grupo MCA – Manuel Couto Alves – fará a gestão da concessão da Douro Marina, isto é, da infra-estrutura de apoio directo à náutica (postos de amarração, zona de reparações, etc) bem como das zonas comerciais a construir.
Segundo Manuel Cunha, Director Geral do Grupo MCA, “a Douro Marina acolherá embarcações a motor e à vela, tendo capacidade para estacionamento de embarcações até 20 metros de comprimento, num total de 300 barcos de recreio”.
A nova marina ocupará uma área de 49 mil metros quadrados e terá uma zona de estacionamento temporário a seco para reparações com mais de quatro mil metros quadrados, apoiada por um edifício oficinal: “Estas zonas serão de acesso condicionado e reservadas aos proprietários das embarcações”, explicou o Director Geral do grupo.
“Ao lado da futura Marina estará um mercado / restaurante, uma lota e uma nova igreja. Portanto, nós esperamos receber muitas pessoas de vários cantos do país. Temos já alguns eventos calendarizados, de média dimensão, relacionados com os desportos náuticos. No entanto, o nosso objectivo também passa por realizar eventos internacionais ligados ao desporto. Neste espaço também teremos uma Escola de Vela, acrescentou Manuel Cunha.


Joana Silva

Escola Teixeira Lopes demolida

2011.11.23
Câmara de Gaia desenvolveu projecto para novo estabelecimento de ensino

A Escola E.B 2.3 Teixeira Lopes será demolida. O projecto para a nova escola foi desenvolvido pelo Município de Gaia, que aceitou o desafio e arranjou soluções para melhorar as condições físicas deste estabelecimento de ensino muito degradado, apesar deste edifício não ser da sua responsabilidade, mas sim da DREN – Direcção Regional de Educação do Norte - e do Ministério da Educação,

Firmino Pereira, Vice-Presidente da Câmara de Gaia, referiu ser urgente este conjunto de soluções apresentadas: “Este estabelecimento de ensino foi inaugurado em 1974. Tem 38 anos. É uma escola muito degradada fisicamente e que precisa de uma remodelação. Apesar deste edifício não ser da responsabilidade do Município, mas sim da DREN – Direcção Regional de Educação do Norte - e do Ministério da Educação, nós aceitamos o desafio do Director da Escola de estudarmos uma solução que pudesse, a seu tempo, melhorar substancialmente as condições físicas deste estabelecimento de ensino”.
Segundo o Vice-Presidente da Câmara de Gaia “este novo edifício terá cerca de 70 salas com várias valências: salas de aulas, laboratórios, espaços culturais, um auditório, cantina. Portanto, uma escola que está vocacionada para o século XXI.”
“É importante salientar que o investimento ronda os 12 milhões de euros, estando ainda a aguardar abertura da candidatura aos fundos comunitários. No entanto, a obra deverá arrancar em 2013 estando pronta no ano lectivo 2015/2016”, acrescentou o Vice-Presidente da Câmara de Gaia.
Firmino Pereira aproveitou, ainda, para anunciar outros projectos relacionados com escolas do concelho: “Estamos também a desenvolver, em paralelo e em menor dimensão, o projecto para a E.B 2,3 de Valadares e para a de Arcozelo. Com estas três escolas remodeladas, teremos o parque escolar, desde o pré-primário até o secundário, em óptimas condições. É o nosso desafio para os próximos tempos”
Filinto Lima, Director da Escola, mostrou a urgência desta intervenção: “É a pior escola de Gaia em termos físicos e deve ser uma das piores do país. É uma escola com caixilhos podres. Quando chove, os recreios transformam-se em piscinas. As telhas são ainda de fibrocimento, algumas delas já partidas, perigosas para alunos, professores e funcionários. No entanto, apesar destas condições, temos bons resultados em termos de sucesso educativo”.
“Hoje, a EB 2/3 Teixeira Lopes alberga 950 alunos (do 5.º ao 9.º ano) e está sobrelotada; o novo edifício vai alargar a capacidade para 1050 estudantes e, pela primeira vez, receberá alunos do Secundário, com cursos técnico-profissionais até ao 12.º ano”, acrescentou o Director da Escola.
Filinto Pereira mostrou-se satisfeito com o papel do Município de Gaia: “Nesta obra estão envolvidas três entidades – a Câmara de Gaia, a DREN (que autorizou o projecto em Março deste ano) e o Agrupamento. Mesmo não sendo da sua responsabilidade, para nós é mais fácil contactar a Câmara do que entidades como o Ministério da Educação. Fico muito satisfeito por nos terem ouvido e por não sermos os únicos, visto que já há novos projectos para outras escolas.

Joana Silva

Habitações para famílias necessitadas

2011-11-22
Luís Filipe Menezes entregou chaves de casas sociais

O Presidente da Câmara de Gaia procedeu à cerimónia de entrega de habitações sociais a mais oito famílias necessitadas que serão alojadas nos empreendimentos sociais localizados no concelho.

“Sempre que temos casas novas distribuímos pelas famílias que mais necessitam. Mas, infelizmente o ritmo de entrega de habitações sociais já não é como era, devido à falta de recursos”, referiu Luís Filipe Menezes, mostrando a política social da Câmara de Gaia.
O autarca que já entregou mais de três mil casas afirmou, ainda, que apesar de haver um esforço por parte do Município, ainda há muitas famílias a precisarem deste apoio: “Nesta altura, quando o desemprego é elevado e os salários são extremamente baixos, são várias as famílias que nos batem à porta para nos pedirem ajuda. Outras recebem ordens de despejo. É desagradável e injusto que os funcionários públicos fiquem com menos salário, mas é mais injusto que haja famílias a viverem no limiar da pobreza, com condições miseráveis. Neste momento daria muito jeito mais 500 fogos para responder às necessidades de habitação das famílias. Mas quando se consegue chegar com uma certa periodicidade a uma dezena de famílias já é muito bom, embora seja muito aquém das novas necessidades”.
O Presidente da Câmara apelou também à “boa convivência entre vizinhos” e para que os moradores “respeitem as habitações” porque foram feitas em benefício deles.
Em relação à intenção do Governo de avançar com a construção de um novo hospital em Lisboa, o Presidente da Câmara de Gaia, mostrou mais uma vez, estar descontente com esta medida:” Ainda vivemos na lógica do Portugal do Império, onde tudo é para Lisboa. É prioritário um novo Centro Hospitalar em Gaia. O nosso hospital não tem condições para receber a população e por isso, as pessoas são tratadas como cidadãos de segunda. Apesar disso, em termos de assistência médica, temos os melhores profissionais”.
A cerimónia realizou-se na Casa da Presidência, onde marcaram presença César Oliveira, Presidente da Assembleia Municipal, Firmino Pereira, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Gaia, e André Correia, Administrador da Gaiurb.

Joana Silva

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Poupar em tempo de crise

Câmara de Gaia ensina famílias a gerir recursos

O Município de Gaia, através da Gaiurb - Urbanismo e Habitação, está a desenvolver um projecto para ensinar os moradores dos empreendimentos sociais a poupar em tempo de crise. Através da realização de várias sessões de esclarecimento, que funcionam em parceria com o Montepio Geral e em colaboração com a ANJAF - Associação Nacional de Jovens para a Acção Familiar, as pessoas são informadas sobre o modo como devem gerir os seus recursos.

André Correia, Administrador da Gaiurb, mostrou a importância desta iniciativa: “O que fazemos aqui não é inédito. Nesta conjuntura actual que a economia atravessa, o Município de Vila Nova de Gaia, em parceria com a DECO, já implementou um projecto desta natureza. Estamos a replicar porque continuamos a sentir a necessidade da nossa população de ter este tipo de apoio e, portanto, estamos aqui mais uma vez para fornecer as ferramentas que podemos dar para apoiar as nossas famílias, nesta altura”.
O programa teve inicio no mês de Outubro e prolonga-se até ao final do ano. Segundo o Administrador “o objectivo é percorrer todos os Gabinetes de Apoio Social dos empreendimentos, situados em Gaia.”
“A sociedade tem vivido um pouco esta cultura do consumismo e a população com menos formação, com menos apoio económico, é a primeira a sofrer as consequências deste tipo de cultura. Sabemos que as pessoas estão muito endividadas, não conseguem nesta fase gerir os seus compromissos. As sessões de trabalho vão ensinar que tipo de prioridades devem ser asseguradas”, acrescentou André Correia.
Joana Vieira, Psicóloga e Formadora da ANJAF, afirmou ser muito importante esta iniciativa junto dos moradores dos empreendimentos sociais: “Estamos a passar por um momento de crise. Todos os dias, ao trabalhar com estas pessoas, sinto que só vamos conseguir ultrapassar as dificuldades através da partilha. Teremos de nos ajudar uns aos outros. As pessoas que vivem em empreendimentos sociais são muito próximas dos vizinhos. As sessões servem, também, para as pessoas desabafarem umas com as outras, já que em casa, evitam falar em dinheiro.”
Fernanda Silva, participante desta iniciativa, com 48 anos, referiu, emocionada, que espera aprender alguma coisa nestas sessões, uma vez que o dinheiro é pouco e tenta geri-lo da melhor forma: “Somos oito pessoas lá em casa e apenas conto com o meu o rendimento social de inserção. São apenas 677€ para esta gente toda. As crianças precisam de se alimentar, por isso, a minha prioridade é a alimentação. Tenho muitas dívidas que não sei se vou conseguir pagar. A Gaia Social baixou-me a renda, mas não foi o suficiente.”
A moradora concluiu: “Passar fome não! Se não tiver bato à porta desta ou daquela, não tenho problema nenhum. Nós já vivemos aqui há tantos anos. Não tenho vergonha nenhuma de pedir. Também já tenho dado a quem precisa.”

Joana Silva

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Uma árvore por empresa

2011.11.11
Inovagaia alia-se ao Projecto “Sequestro do Carbono” do Parque Biológico

A INOVA.Gaia - Centro de Incubação de Base Tecnológica de Vila Nova de Gaia – sediada no Parque Tecnológico de São Félix da Marinha, convidou cada uma empresas ali incubadas para apadrinharem uma árvore, contribuindo assim para o projecto de sequestro do carbono do Parque Biológico. A iniciativa conjunta das duas entidades foi baptizada de “INOVA.netWORK Green Business”.

A primeira de muitas árvores foi hoje plantada, numa cerimónia simbólica que contou com a presença de Fernando Machado, Director-geral do Centro de Incubação e de Vera Afonso, engenheira Florestal ao serviço do Parque Biológico.
O objectivo é estimular as relações entre as empresas de Vila Nova de Gaia, e, fundamentalmente, as que estão no Centro de Incubação. Para isso, organizámos algumas iniciativas paralelas que estimulam as relações informais entre as empresas. Para começar, queremos correlacionar o Centro de Incubação com a plantação de uma árvore”, explicou Fernando Machado, dando assim a conhecer o fundamento da iniciativa.
O Director – Geral da INOVA.Gaia explicou que esta iniciativa é uma forma de corporizar a filosofia da entidade: “O nosso símbolo é uma mão com uma árvore. Hoje, vamos materializar aqui, no nosso jardim, aquilo que sempre tivemos no nosso pensamento. Se cada um apadrinhar uma árvore, tornamo-nos responsáveis pelo seu crescimento e vamos descobrir se somos tão bons a cuidar de uma árvore como a criar uma empresa”.
Vera Afonso louvou a ideia e o dia escolhido para dar o primeiro passo desta iniciativa: “Esta é a época do ano ideal para fazer uma plantação. Em Portugal, festejámos o Dia da Árvore a 21 de Março, mas há muito tempo que o Parque Biológico defende que essa não é a melhor altura para o fazer.”
O Parque Biológico disponibilizará não só as árvores, como também indicará a melhor forma de fazer a sua plantação.
O projecto de “Sequestro do Carbono” do Parque Biológico, em desenvolvimento desde 2008, pretende sensibilizar as empresas e a comunidade em geral para a necessidade de diminuir as emissões de dióxido de carbono (CO2). Com vista a esse objectivo, a engenheira Florestal aproveitou a ocasião para pedir o contributo de todas as empresas, para que tornem possível uma das missões do Parque Biológico – florestar 23 hectares de terreno, para juntar aos 35 de área já florestada, no concelho: “Façam a contabilização das vossas emissões de dióxido de carbono e tentem compensá-las com a nossa ajuda.
Recorde-se que a Câmara Municipal da Vila Nova de Gaia é parte integrante deste projecto desde a sua génese, tendo já adquirido mil metros quadrados de terreno.

Joana Silva

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Aposta no desporto

Câmara de Gaia cede instalações à Federação de Canoagem

A Federação Portuguesa de Canoagem vai ter nova Sede e um Centro de Estágio em Gaia, na sequência da assinatura de um contrato/programa com este Município. A cerimónia realizada hoje na Casa da Presidência contou com a presença de Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, e Mário Santos, Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem.

As novas instalações, que anteriormente pertenciam à REFER (Rede Ferroviária Nacional), estão localizadas no Lugar de Quebrantões, na freguesia de Oliveira do Douro, e vão permitir melhorar as condições para a prática da modalidade.
Mário Santos, Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, agradeceu a Luís Filipe Menezes a confiança demonstrada com a cedência das instalações: “Este momento é muito importante. Foi na Ribeira de Gaia que começou a prática da canoagem moderna, nos anos 60. Foi aí que saíram os primeiros atletas e que se começou a divulgar a modalidade. Esta parceria com a Câmara de Gaia é fundamental para o nosso desenvolvimento. Estas instalações serão muito úteis. Tínhamos muitos atletas de Gaia a deslocarem-se para outros centros de formação por não existirem as condições necessárias. Este Centro pode ajudar a trazê-los de volta”.
O Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem prometeu divulgar, agora com mais vontade, a actividade náutica: “Daqui a cinco anos, espero ter projectos para o Centro que será de referência. Estamos numa fase em que a modalidade começa a ser reconhecida. Ganhámos 24 medalhas este ano, estão 5 atletas nos jogos olímpicos e hoje, na Gala de Desporto, estão 5 atletas nomeados para as 5 categorias existentes”.
Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia, começou por afirmar que esta não era apenas uma cerimónia qualquer, por vários motivos: “Em primeiro lugar, por garantir a presença no Douro e do Porto naquele que será o núcleo central de promoção do projecto da canoagem. O Douro tem fantásticas condições para formar atletas de Portugal, por isso, ter no Norte uma Sede Desportiva é muito bom, são poucas as que temos aqui. Depois, porque será mais um factor de animação nas margens do Douro, onde não existe vida e escasseiam as pessoas. Temos muitos equipamentos de turismo e este será, certamente, um factor acrescido de promoção da cidade”.
Luís Filipe Menezes revelou, ainda, que Câmara de Gaia tem vindo a fazer um levantamento exaustivo do património imobilizado do Estado, interessante do ponto de vista comercial, para, futuramente, estabelecer parcerias com entidades públicas e privadas.
Depois de 12 anos a tentar, consegui que a REFER passasse as instalações designadas “Gaia Laboratório” para as nossas mãos. A minha opção foi entregá-lo à Federação de Canoagem porque mostrou-se merecedora, mas também, porque demonstrou ter condições para gerir um equipamento como este”, acrescentou Luís Filipe Menezes.
O autarca aproveitou esta cerimónia para pedir ao Presidente da Federação que o Centro de Estágio fosse chamado Edgar Cardoso, em “memória daquele que foi um génio na engenharia em Portugal, um verdadeiro campeão na sua área de actuação.”

Joana Silva