2011-11-29
Suldouro apresentou tecnologia capaz de produzir electricidade
A Suldouro, empresa de tratamento de resíduos sólidos urbanos, situada em Vila Nova de Gaia, apresentou, hoje, uma tecnologia inovadora capaz de aproveitar o calor produzido no tratamento do lixo e transformá-lo em energia. Esta forma revolucionária de aproveitamento energético permite a diminuição dos custos de electricidade e, consequentemente, uma redução no valor das tarifas a pagar pelos consumidores de Gaia e Santa Maria da Feira.
A nova tecnologia, desenvolvida pela Tri-O-Gen, empresa que, juntamente com a Sotecnisol, se aliou a esta iniciativa da Suldouro, “permite, ainda, reduzir as emissões de dióxido de carbono e promete ser uma das soluções para o aquecimento global. Os resíduos produzidos pelos 450 mil habitantes de Vila Nova de Gaia e Santa Maria da Feira transformam-se na fonte de energia de cerca de 7% do seu consumo eléctrico, ou seja, o equivalente a quase um mês do consumo eléctrico doméstico”, explicou Nuno Pinto, Presidente do Conselho da Administração da Suldouro.
Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia, felicitou esta a iniciativa: “É de louvar esta parceria entre as empresas. E fico muito satisfeito de poder dizer que este equipamento se soma à política de sustentabilidade global do Município. Fazemos parte de um grupo muito restrito de Câmaras Municipais que está numa primeira linha em projectos deste tipo, como por exemplo, o Projecto Elena que abrange três componentes - a de iluminação pública, a eficiência energética dos edifícios e a dos transportes públicos. Vila Nova de Gaia foi a única cidade portuguesa a par de outras importantes cidades europeias, como Barcelona ou Paris, seleccionada para o desenvolvimento de um projecto cujo objectivo consiste em reduzir em 20% as emissões de CO2, aumentar em 20% a eficiência energética e aumentar a incorporação de fontes renováveis.”
O autarca referiu alguns dos problemas que devem ser eliminados: “Tenho, neste momento, algumas preocupações. Uma delas relaciona-se com investimentos urgentes. É necessária a construção de um aterro sanitário que substitua o que está em funcionamento, cuja semi-vida chegou ao limite. Se nada for feito não temos onde por o lixo".
Outra das preocupações do Presidente da Câmara é o facto de haver um défice de pagamento de 400 milhões de euros às Águas de Portugal. Segundo Luís Filipe Menezes estamos perante uma situação inaceitável e de injustiça: “A Câmara de Gaia paga às Águas de Portugal três milhões de euros por mês e deve zero. É uma situação muito injusta, porque os nossos fornecedores ficam para segundo plano por termos de pagar a tempo e horas. O Estado tem que arranjar uma solução para que todas as autarquias fiquem nas mesmas circunstâncias e sejam obrigadas ao mesmo calendário de pagamento, ou então nós atrasamos o nosso pagamento e pagamos tudo aos nossos fornecedores".
Joana Silva
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