Lançada a Primeira Pedra da Esquadra da PSP de Valadares
A 1ª pedra da Esquadra da PSP de Valadares foi lançada por Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia, juntamente com o Intendente Francisco Teles, segundo comandante do Comando Metropolitano do Porto. A obra já decorre há cerca de mês, junto ao Centro de Saúde da freguesia, representa um investimento de 985 mil euros (dos quais 135 mil correspondentes ao valor do terreno cedido pela Câmara), e deverá ser inaugurada em Setembro do próximo ano.
“Em 15 dias esta é a segunda cerimónia de lançamento de pedra numa esquadra. A primeira foi nas futuras instalações da PSP, em Canidelo. Significa que toda a zona, de Canidelo a Valadares ficará mais segura”, afirmou Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia.
O autarca afirmou que estes projectos só são possíveis com muito trabalho, em tempo de crise: “As obras só são possíveis devido a parcerias entre o Estado e a Câmara. No entanto, há situações em que o próprio terreno, cedido pelo Município, é superior ao valor que o Estado dispensa. Mas, este é o contributo da Câmara num momento em que o país não pode parar”.
“Fico satisfeito por poder afirmar que somos gente tranquila. Isto deve-se ao enorme esforço das forças de segurança e à Câmara, que também tem mérito, pois se tivéssemos sido pouco agressivos na construção de habitações para quem vivia em barracas, teríamos uma população insatisfeita e insegura”, acrescentou Luís Filipe Menezes.
O Presidente da Câmara aproveitou esta cerimónia para anunciar um conjunto de intervenções adicionais na orla marítima, designadamente na melhoria da frente de mar entre Canidelo e Granja, num investimento superior a 6 milhões de euros.
“Esta intervenção será a cereja em cima do bolo”, concluiu Luís Filipe Menezes.
Por sua vez, Artur Gandra, Presidente da Junta de Freguesia de Valadares, destacou a importância desta esquadra: “Valadares é uma freguesia que serve outras freguesias à sua volta. Temos muito orgulho pelos vários serviços em funcionamento, por isso agradecemos à Câmara de Gaia o trabalho realizado”.
“A PSP é um serviço fundamental. É necessário desenvolver uma excelente relação entre os comandos e a Junta de Freguesia para que a segurança seja a melhor”, referiu Artur Gandra.
O Presidente da Junta, embora satisfeito com o trabalho desenvolvido pelo Município, sugeriu: “Com todos os serviços aqui instalados (a escola, o centro de saúde e, futuramente a esquadra da PSP), o trânsito nesta zona ficará muito complicado. É de lembrar que este local, onde será levantada a esquadra, servia de parque de estacionamento aos carros que vinham para o centro de saúde ou para a escola. Sem estacionamentos, esta zona vai ficar ainda mais complicada. O terreno, ao lado da futura esquadra, é público. Seria boa ideia aproveitá-lo para fazer um parque de estacionamento”.
O Intendente Francisco Teles, segundo comandante do Comando Metropolitano da PSP do Porto, agradeceu todo o apoio dado à PSP e os contributos do Município de Gaia para a melhoria das instalações da Polícia.
A futura esquadra de Valadares, que contará com dois pisos, servirá cerca de 30 mil pessoas (de Valadares, Gulpilhares e Vilar do Paraíso), e permitirá que a PSP “cumpra e preste um serviço de qualidade em instalações modernas”.
“Esta esquadra proporcionará um melhor atendimento e daí poder-se-á obter melhores resultados no que diz respeito à segurança”, concluiu o Intendente Francisco Teles.
Gaia assinalou a data com a apresentação de mapa interactivo
Assinalou-se, hoje, o Dia Mundial do Turismo em Vila Nova de Gaia através da apresentação do seu novo mapa turístico, um projecto desenvolvido em parceria com o Porto Turismo, Gaiurb e o Município. A cerimónia foi presidida por Mário Fontemanha, Vereador do Turismo da Câmara Municipal.
Na apresentação desta iniciativa, no Convento Corpus Christi, Mário Fontemanha agradeceu a presença de outros vereadores: “Agradeço aos meus colegas, presentes em grande número. Isto demonstra que as equipas só se fazem unidas. Se eles perceberem um pouco de turismo e eu perceber o que se passa na acção social ou na protecção civil ou nas finanças é sempre mais fácil”.
“Quantas vezes recorremos a empresas do exterior para fazer determinado tipo de coisas que nós cá dentro podemos fazer. Este projecto é um bom exemplo de cooperação entre a Divisão do Turismo, Gaiurb e Urbanismo”, referiu o Vereador do Turismo, mostrando a importância da interligação dos serviços municipais, “que muitas vezes estão demasiado desligados entre si”.
Mário Fontemanha mostrou, também a evolução de Gaia nos últimos 12 anos: “Os mapas e roteiros turísticos da cidade vinham alterando com alguma lentidão. De um momento para o outro, não conseguimos substituir o papel. Mas foi possível fazer um mapa de bolso porque hoje não queremos que os turistas passeiem carregados de papéis e já estamos a desenvolver um outro projecto. Uma mesa interactiva, com conteúdos acerca da cidade, uma tecnologia avançada e extraordinária, que facilitará os acessos à cidade, permitindo saber quanto vai custar um bilhete de barco para subir ou descer o Douro ou quanto é que vai custar uma refeição num dos muitos restaurantes de Gaia. Tecnologia que também estará disponível, gratuitamente, nos telemóveis ou na Web. Este salto tecnológico vai ajudar-nos no turismo e, consequentemente, no desenvolvimento económico do concelho”.
“Tenho pena que as duas cidades, a da margem esquerda e a da margem direita não estejam em sintonia. Não vou atribuir culpas a ninguém, mas estando a fazer a promoção de Gaia, automaticamente faço a promoção do Porto e vice-versa”, concluiu Mário Fontemanha.
Cidade acolhe a primeira apresentação turística de Pontevedra
Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia, presidiu à cerimónia de apresentação de um pacote promocional da oferta turística de Pontevedra.
Na apresentação desta iniciativa, no Convento Corpus Christi, Luís Filipe Menezes elogiou todos os esforços desenvolvidos por Pontevedra para dar um salto qualificativo: "Conseguiu ultrapassar a barreira de competir com Vigo, Santiago ou Orense, cidades com as quais já pode rivalizar ao mesmo nível".
“Todos vivemos saturados de ouvir a palavra crise, mas não sou eu nem os outros presidentes de câmara que a vamos resolver. Cabe-nos fazer o nosso trabalho, o necessário pelas nossas terras. O turismo é um nicho de mercado incontornável da actividade económica de qualquer país, que devemos explorar, para que seja um contributo importante para ultrapassar esta fase transitória de crise na Europa", defendeu Luís Filipe Menezes, considerando a importância do trabalho conjunto entre o Norte de Portugal e a Galiza.
Luís Filipe Menezes afirmou ainda ser necessário fazer um trabalho de imaginação que faça com que quem vá à Galiza, venha também ao Porto. "Da minha parte tudo farei para elevar Pontevedra, no sentido de levar mais portugueses a conhecer um local de bom gosto”, concluiu o Presidente da Câmara de Gaia.
D. Miguel Anxo Fernandez, Presidente da Câmara de Pontevedra, anunciou os factores de atractividade turística da cidade, designadamente nas vertentes histórica, patrimonial, arquitectónica, gastronómica e da natureza. "É um destino turístico completo", sublinhou o autarca galego, referindo-se às múltiplas possibilidades da oferta que permite descobrir os segredos que se escondem nesta província espanhola composta por oito municípios.
Inauguração do Parque de Estacionamento com mais de 214 lugares no Centro Histórico
Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia, presidiu à cerimónia de inauguração do Parque de Estacionamento Luiz I, na Rua do General Torres, acompanhado de Firmino Pereira, Vice-Presidente, César Oliveira, Presidente da Assembleia Municipal, e praticamente toda a vereação. O Parque conta com nove pisos de estacionamento cobertos e um descoberto e tem capacidade para acolher 214 viaturas.
Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia, referiu, a propósito, deste novo equipamento: “Uma parte da nossa sociedade pensa que inaugurar coisas é pecado, mas não é, nem pode ser, porque o desenvolvimento faz-se com o equilibro, empreendedorismo e risco”.
“O Parque de Estacionamento Luiz I é a peça de um puzzle que terá cinco parques: Guilherme Gomes Fernandes, Cais Cultural (cuja obra reinicia dentro de um mês), CS Oporto Vintage Hotel, empreendimento Taylor's e outro junto à estação General Torres”, acrescentou o autarca.
O Presidente da Câmara afirmou ser “possível, dentro de um ano e meio, circular no Centro Histórico em cinco minutos e com cinco parques de estacionamento à disposição", sublinhou Luís Filipe Menezes, dando nota do valor acrescentado do plano de mobilidade em curso nesta zona do concelho.
“As obras do Centro Histórico de Gaia, que deverão estar concluídas nos próximos dois anos (a Via Circular que fecha o anel interno da VCI/IC23, o reperfilamento da Avenida de Diogo Leite que passará a ter um só sentido nascente/poente, a ligação desde o Cais do Cavaco até à Via Edgar Cardoso e, em seguida, até à rotunda das Devesas, a ligação do Yeatman Hotel até a Rua do General Torres, a qual passará a ter dois sentidos) são das mais importantes na área urbana do concelho. Trata-se de um investimento, que juntamente com este parque, vai criar uma nova dinâmica no que respeita a acessibilidades e mobilidade no Centro Histórico”, concluiu Luís Filipe Menezes.
António Cidade Moura, Presidente da Parquegil, manifestou enorme satisfação pela conclusão do último parque de estacionamento no Centro Histórico de Gaia: "É com muito orgulho que terminamos esta etapa de investimentos que representam um grande valor para a nossa empresa".
“Há poucos dias estive a assistir a uma palestra de um professor universitário americano que falava numa questão muito próxima à da Europa. Cerca de 36% dos veículos que circulam no centro urbano estão à procura de lugar e este tráfego é desnecessário, resolúvel e perigoso, porque o condutor à procura de estacionamento faz manobras repentinas e provoca acidentes”, referiu António Cidade Moura.
O Presidente da Parquegil explicou, ainda, a necessidade destes parques no que diz respeito ao problema da mobilidade e do estacionamento: “Se eu conseguir ter mais dois lugares vagos na via pública, não tenho problemas de estacionamento ou das pessoas estarem a travar o trânsito à procura de um lugar”.
O arquitecto Alcino Soutinho, autor do projecto, elogiou a coragem da Câmara de Gaia em avançar com esta obra e enalteceu, também, a coragem dos construtores e dos próprios projectistas. Na sua opinião, este parque de estacionamento, construído a partir de uma ruína encastrada numa escarpa, "não é apenas um contentor de automóveis, tal como a ponte não é só uma passagem para a outra margem".
Vários ciclistas aceitaram o desafio de pedalar pela marginal do Município de Gaia, na noite de ontem, 21 de Setembro. A iniciativa, organizada pela Câmara contou com a presença de Mercês Ferreira, Vereadora do Ambiente, e Fátima Silva, Chefe de Divisão Municipal do Ambiente e Educação Ambiental.
O passeio nocturno, realizado há já 5 anos, teve como ponto de partida a Praceta 25 de Abril, situada defronte da Câmara Municipal. Os ciclistas seguiram depois pela Avenida da República, passando pelo Jardim do Morro, Cais de Gaia, Afurada e Lavadores, terminando o percurso em pleno Largo de Aljubarrota, junto do Convento Corpus Christi.
Mercês Ferreira, Vereadora do Ambiente, explicou a importância deste tipo de iniciativas para a população: “ É importante continuar a desenvolver politicas de ambiente correctas, estimulando as pessoas para a mudança de comportamentos no sentido de promover a actividade física e poluir menos”. A Vereadora do Ambiente referiu, ainda, que “a bicicleta é um meio de transporte muito menos poluente e mais limpo”.
Os ciclistas que chegaram primeiro à meta foram premiados com entradas para o Zoo de Santo Inácio, com jantares duplos nos melhores restaurantes da cidade e com bicicletas de montanha.
Câmara de Gaia melhora condições para acolher animais abandonados, num espaço com capacidade para 76 cães ou gatos
Já está em funcionamento o Centro de Reabilitação Animal que substitui o antigo Canil Municipal de Vila Nova de Gaia. Trata-se de um espaço com capacidade para 76 cães ou gatos e dispõe de condições mais dignas para acolher animais abandonados, num local amplo de 1000 m2 dividido em 38 celas. Dispõe, ainda, de uma clínica veterinária e de uma sala de cirurgias, que são geridas pelo Parque Biológico.
António Pérez, veterinário no Centro de Reabilitação Animal afirmou ser nos meses de Verão que mais abandonam os animais: “São nos meses de Junho, Julho e Agosto que chegam mais animais ao Centro. Mas muito poucos são entregues e depois devolvidos. Em média, em cada dez animais adoptados, três são devolvidos”.
“Não concordo com a utilização ilegal dos animais. O centro não dispõe animais a quem não quiser tratar deles. Trabalhamos no sentido de sensibilizar as pessoas a tratar bem os seus animais e a não abandoná-los. Só os entregámos quando adoptados. Aqui serão sempre bem tratados”, referiu o veterinário quando questionado sobre a polémica que envolvia o Canil Municipal de Évora e as Universidades de Medicina Dentária, na utilização de animais como cobaias.
“Apesar da visão negativa que várias pessoas têm acerca de um canil, posso garantir que o nosso funciona muito bem. É a Câmara Municipal de Gaia que assegura os funcionários e não aceita ajudas de ninguém, nem mesmo voluntariado. A única coisa que necessitamos é que não abandonem os animais, porque não queremos este local lotado. Há sete funcionários a trabalhar aqui para garantir alimentos e cuidados essenciais a ter com os animais. As celas são limpas todos os dias, uma vez de manhã e outra à tarde. Aos domingos e feriados, os funcionários, de forma rotativa, deslocam-se até aqui durante seis horas do dia”, explicou o veterinário.
Para reforçar a ideia de que o Centro trabalha no sentido de sensibilizar as pessoas, António Pérez falou de uma campanha realizada todos os anos: “Realizamos, anualmente, uma campanha de “Sensibilização para Adopção de Animais”. Normalmente é feita no centro Comercial – Gaiashopping -, mas como este ano as condições são outras acredito que a próxima já se realizará aqui”.
“É essencial haver este tipo de equipamentos em todos os concelhos. Os animais, quando mal tratados, podem transmitir doenças e prejudicar a saúde pública”, referiu o veterinário mostrando a importância dos canis municipais.
António Peréz acrescentou, ainda, que qualquer animal que vaguei pelas ruas, sozinho, pode ser capturado: “Os animais que andam pelas ruas sem o dono estão sujeitos a serem capturados. Quando isso acontece, se o dono quiser reaver o seu animal, terá de pagar a captura, 50€, e a estadia do animal, 13€ por dia. É justo, um animal na rua, sozinho, pode até causar graves acidentes. Os donos têm que ser mais responsáveis”.
“Qualquer pessoa pode adoptar um animal do nosso Centro, seja cão ou gato. A única diferença é que, quando adoptado um cão pagasse a chipagem, obrigatória por lei. Se for gato, não há qualquer custo. Aqui o abate é evitado. Mas há canis que estão esgotadíssimos, por isso há regras que temos que seguir quando não há mas espaço. Um animal que entra num Canil Municipal, recolhido da rua, tem uma esperança de vida de oito dias. Findo este prazo o canil pode abatê-lo. Aqui a realidade é outra, porque temos boas condições. Só abatemos um animal nesse prazo quando se encontra muito doente. As campanhas de sensibilização servem mesmo para libertar espaços”, explicou o veterinário.
Quando abandonados, os animais sofrem todo o género de maus tratos ficando igualmente sujeitos a contrair doenças. Para além do sofrimento infligido ao animal, o abandono é, portanto um risco para a saúde pública.
Vários Sem-Abrigo vagueiam as ruas da cidade do Porto
Hipotecaram as suas vidas desde que foram viver para as ruas acompanhados pelo vício. A droga, o álcool e os problemas familiares fizeram com que estes homens e mulheres abandonassem uma casa com tecto, para se tornarem sem-abrigo na cidade do Porto.
“A rua é a minha casa”
Sete anos, 2555 dias é o tempo que “Tiago” (nome fictício) vive nas ruas da cidade do Porto: “Perde-se a noção do tempo, os dias são todos iguais”. Agora, com 29 anos, confessou que “foi o vício da droga” que o desencaminhou. “Sempre fui um jovem difícil. A minha mãe era a única que se preocupava comigo, mas não conseguiu com que eu ganhasse juízo”, afirmou “Tiago." "Tiago" recordou alguns momentos marcantes na vida que levava: “O meu pai chegava a casa muitas vezes bêbado e batia na minha mãe. Assisti, muitas vezes, a cenas de violência e cheguei a um ponto que não aguentava mais. Meti-me com as pessoas erradas e hoje estou nesta vida."
"Não tenho amigos. Quer dizer, estes dois cães são os meus amigos. São a minha companhia”, referiu o Tiago, passando a mão pelo pêlo dos animais.
O jovem contou, ainda, de que forma ganha dinheiro: “Arrumo carros para ganhar algum, ou peço nas portas de mercados, onde costuma estar mais gente. Mas, esse dinheiro vai todo para o vício, porque os restaurantes, na hora do fecho dão os restos. Temos sempre comida”.
As equipas de rua que, à noite, confortam os estômagos dos sem-abrigo e aquecem os seus corpos cruzam-se várias vezes com a rotina de Tiago. “São uns chatos, mas ajudam-me. São os únicos que não nos olham como se fossemos lixo, mas estão sempre a tentar convencer-nos a deixar as ruas. No Inverno, se não fossem eles era muito complicado. Trazem-nos roupa, cobertores e alimentos quentes”, confessou “Tiago”, mostrando às vezes querer ter “uma vida normal, mas isso não passa de um sonho”.
Apesar de ser jovem, “Tiago” mostrou não querer regressar a casa: “Não me vou enganar a mim próprio. Abandonar a nossa casa é difícil, mas abandonar esta vida é muito pior. Já me habituei. A rua é a minha casa”, concluiu “Tiago”.
Número de toxicodependentes sem-abrigo aumenta
“A maioria dos sem-abrigo está na rua por causa das drogas e muitos dos que tiveram outros motivos, acabam por se tornar, também, dependentes delas. Há uns anos atrás, o típico sem-abrigo que dormia nas estradas era vítima da pobreza ou de um infortúnio na vida ao qual não conseguiu dar a volta. Hoje em dia tem vindo a aumentar o número de toxicodependentes, principalmente rapazes novos”, afirmaram os voluntários da Legião da Boa Vontade (LBV), numa entrevista ao Jornalismo Porto Net (JPN).
Para além LBV há outras instituições que fazem rondas nocturnas e casas de reinserção social. “Nota-se pouco esforço da parte dos sem-abrigo para mudarem de rumo. Eles vivem tantos anos naquela vida que lhes faz confusão entrar noutra rotina como, ter um emprego, uma cãs e responsabilidade”, concluem os voluntários da LBV.
As Ruas no Feminino
Na vida de “Margarida” (nome fictício) as coisas foram acontecendo.
“Tinha 14 anos quando os meus pais se divorciaram e passei a viver com uma tia. Aos 15 já andava na noite, a cair de bêbada. Com a morte da minha tia, as coisas pioraram muito. Comecei com as drogas mais leves, como fumar um charro, mas depois, os mesmos amigos que me deram a experimentar um charro, deixaram-me experimentar drogas mais pesadas. Na altura achei que só fosse experimentar uma vez, mas depois…Não tinha a quem dar justificações. Aos 21 anos comecei a viver na rua”, confessou "Margarida", hoje com 30.
“Margarida” afirmou que sonha um dia mudar de vida: “Gostava muito de ter filhos, casa, marido e um trabalho”. No entanto, a mesma mulher que diz querer ter filhos, mostrou ser incapaz de abandonar a vida que leva: “Desde que me tornei sem-abrigo, tentei fazer tratamentos, mas fico um mês limpa e no outro estou a cair pelas ruas. É muito difícil!”. Na fila à espera da sua “Sopa dos Pobres” confessou achar ser uma mulher sem um futuro melhor: “Quando olho à minha volta vejo muitas mulheres bonitas. Já fui muito bonita, mas agora as coisas são diferentes. A minha cara tem as marcas dos erros que cometi. Tenho muito mau aspecto”.
“Desisti de procurar uma vida melhor, de procurar emprego. Com o meu aspecto ninguém me dá emprego. Mas continuo a sonhar”, concluiu “Margarida”.
As opções dos sem-abrigo
“No fim do mês, são muitos os sem-abrigo que utilizam o meu táxi. Nessa altura eles recebem o Rendimento Social de Inserção (RSI) e procuram os bairros onde sabem que vendem drogas”, referiu Victor Carneiro, taxista no Porto há mais de 30 anos.
O taxista mostrou que não se mete na vida de ninguém que pede os seus serviços: “Eu sei que eles vão à procura de droga, tendo dinheiro no bolso. Mas, não faço qualquer tipo de comentário. Pedem-me para fazer um serviço e eu faço porque tenho que ganhar dinheiro também”.
Portugal tem uma das mais elevadas taxas de pobreza da União Europeia. Segundo dados fornecidos por Paula França, coordenadora da rede interinstitucional de apoio aos sem abrigo da cidade do Porto no âmbito da estratégia nacional de apoio aos sem abrigo (NPISA) da Cidade do Porto, cerca de 62% dos sem-abrigo são do sexo masculino, sendo que 38% são do sexo feminino, número esse, que tem vindo a aumentar. Os mesmos dados revelaram que os sem-abrigo têm entre 20 a 50 anos, na sua maioria são divorciados, com escolaridade baixa, desempregados, incapacitados ou desocupados (nunca trabalharam) e cerca de 50% são portadores de doenças que, rejeitam tratamento. Como fontes de rendimento têm o Rendimento Social de Inserção (RSI) e Pensões de invalidez.
“A maioria das pessoas que recorrem aos serviços e equipas de ajuda, não se encontram disponíveis para participarem em projectos de vida. Uma das dificuldades encontradas na coordenação das equipas de rua, é o facto de várias instituições acompanharem o mesmo abrigo sem saberem”, afirmou Paula França.
No Porto são várias as instituições que trabalham com os sem-abrigo e que criam as mínimas condições para ajudarem estas pessoas. Exemplo disso é a AMI (Assistência Médica Internacional) que abriu um Centro de Alojamento no Porto, em 2006. O objectivo destes equipamentos sociais é proporcionar acolhimento temporário a indivíduos sem-abrigo, proporcionar um espaço de promoção, em que se pretende que o indivíduo percepcione a sua situação como sendo de mudança e não algo com tendência para o conformismo e acomodação. A admissão dos utentes faz-se, regra geral, por contacto de instituições e organizações que trabalham com situações que se podem definir como de sem-abrigo (de que são exemplo as Equipas de Rua e os Centros Porta Amiga da AMI).
As equipas de rua da AMI permite conceder apoio social, psicológico, e na área de saúde.
A Santa Casa da Misericórdia do Porto, com o projecto “Casa da Rua” presta vários serviços. Balneários, Cantina/Refeitório, Lavandaria, Sala de Convívio, Gabinete de apoio psicológico são alguns dos serviços prestados por esta casa, pois os funcionários garantem que “na rua é impossível tratar qualquer doente”.
Através das páginas on-line destas associações sabe-se que qualquer pessoa pode ajudar através de três formas: voluntariado, donativos em dinheiro por transferência bancária ou géneros (vestuário e alimentos). E, ainda existe uma outra forma, que nem todas as instituições aderiram – tornarem-se sócios – que possibilita, através de uma pequena quantia mensal, a expansão das actividades da própria instituição.
Um Exemplo de Força de Vontade
Nem todos os casos são iguais, nem todos acabam por ficar eternamente na rua. A história de Liz Murray, uma jovem, norte-americana, de 29 anos, já deu origem a um livro e a um telefilme, que foi nomeado para três Emmys:“Homeless to Havard: The Liz Murray Story”.
Liz e a sua irmã nasceram no Bronx, no seio de uma família hippie que consumia drogas. Quando a mãe morreu com sida, o pai deixou de pagar a casa onde viviam. Aos 15 anos, Liz tornou-se sem-abrigo. Apesar de não ter casa, completou o liceu em apenas dois anos, na Academia de Ciências Humanas em Chelsea. Um dia, visitou a Universidade de Havard, onde ficou impressionada. Concorreu a uma bolsa de Estudo e, no ano 2000 começou a sua licenciatura em Psicologia. Em 2009 já estava formada.
State of play é um filme de 2009 realizado por Kevin Macdonald. O actor principal deste filme é Russell Crowe (Cal McAffrey) um jornalista de investigação. Ben Affleck, no papel de Stephen Collins e a actriz Rachel McAdams no papel de Della Frye são também personagens de grande relevância.
Resumo do Filme:
A história do filme começa por mostrar um homicídio que afecta um jovem drogado e um inocente que apenas distribuía pizas que consegue escapar à morte, tendo no entanto, sofrido graves danos físicos que o colocam em coma.
Depois deste incidente, Cal Mcaffrrey (Russell Crowe), um famoso jornalista de investigação, recolhe algumas informações no local do crime junto do detective Donald Bell (Henry Lennix).
Paralelamente somos transportados até ao Capitólio onde Stephen Collins (Bem Affleck), membro activo de uma comissão de investigação do congresso aos negócios e actividades de uma empresa de segurança privada que é responsável por alguns trabalhos de segurança nos vários cenários de guerra, é informado pelos seus assistentes políticos sobre a trágica morte da sua assistente de investigação e amante, Sonia Baker (Maria Thayer).
Cal McAffrey e Della Frye (Rachel McAdams), uma ambiciosa jornalista política, vão juntando todos os factos e provas até obterem alguns indícios que ligam o homicídio do jovem drogado ao aparente suicídio de Sónia, ligação essa que poderá estar relacionada com uma grande conspiração política que liga o Governo e o Exercito à PointCorp, a empresa de segurança privada.
Critica:
State of Play retrata a actividade dos jornalistas de investigação.
As dificuldades que encontram pelo caminho, a questão das fontes de informação, da ética dos jornalistas, o embate entre o jornalismo “tradicional” (jornais em papel) e o novo media (representado pelo Blog Capitol Hill) e a questão da objectividade são alguns dos pontos abordados neste filme.
O jornalismo de investigação narra uma história verdadeira. Desvenda mistérios e factos ocultos do conhecimento público, especialmente crimes e casos de corrupção, que podem eventualmente virar notícia. É uma actividade com características específicas que se diferencia do jornalismo comum pelos seguintes aspectos:
Investigação minuciosa dos factos que requer muito tempo
Disponibilidade de recursos específicos: tempo, dinheiro, talento e sorte
Precisão das informações (o jornalismo de investigação é conhecido também como Jornalismo de Precisão)
O filme aborda a questão da disponibilidade dos recursos quando, num momento, a directora do jornal diz a Cal Mcaffrey que, mesmo que experiente, “ele é muito caro e demora muito tempo”, e Della, embora inexperiente, é “ambiciosa, barata e reproduz artigos a toda a hora”. É possível também perceber como os meios económicos se apoderaram dos órgãos de comunicação. Estes lidam com as notícias como mercadorias onde o principal objectivo é vender mais que os outros mesmo que para isso não se cumpram todas as fases da construção da mesma, como o contraditório, por exemplo.
Cal Mcaffrey, representa o “antes” por não dominar as novas tecnologias, e Della representa o jornalismo de agora onde a palavra “rapidez” parece ser a palavra-chave. É um contraste interessante, pois o envolvimento destas duas personagens acaba por ser uma aprendizagem: Cal acaba por ensinar a Della que, no jornalismo de investigação, ela tem que ter todas as confirmações e não fazer aquilo que ele designou como “Vomitares on-line”. Apesar da visão negativa dos on-line que nos é dada através da personagem principal, o objectivo é mostrar como os dois meios podem coexistir.
A questão das fontes de informação acompanham o filme do inicio ao fim. As fontes e os conhecimentos fornecem uma base sólida como ponto de partida para a narrativa e como rampa de lançamento para outras testemunhas importantes na história. A construção da narrativa vai desde do detective Bell à rapariga da rua (no filme), isto é, da fonte de informação oficial à fonte de informação oficiosa. Tudo é relevante mas é necessário conseguir manter distância. Tudo tem que ser confirmado ao pormenor, dando sempre maior credibilidade às fontes oficiais. Cal, o jornalista, consegue ainda, muitas informações através de Fontes Anónimas. Ele protege as suas fontes pedindo que elas contem aquilo que sabem “sem nomes”. Atribui-lhes a importância necessária – são importantes, necessárias à procura da verdade.
O jornalista não consegue ser totalmente objectivo. Cada pessoa tem as suas crenças, não vive isolado e sofre influências. A questão da objectividade é levantada neste filme com as personagens Cal e Stephen Collins. Qualquer jornalista deve tentar distanciar-se, embora que difícil, para não beneficiar um amigo. A regra é ser o mais objectivo que possível.
Este filme deixa-nos a todos, pelo menos quem gosta da área, com vontade de sermos jornalistas.
Comentário crítico ao filme "Good Night and Good Luck": um retrato sobre os direitos individuais do cidadão e sobre a liberdade de imprensa (jornalismo).
Os Estados Unidos da América viveu,no começo dos anos 50, uma “febre” anti-comunista durante a “Guerra Fria”, mas os anos pós-2ª guerra mundial, piorou devido ao Senador de Wisconsin, Joseph McCarthy. Este, inaugorou uma verdadeira semi-ditadura que denunciava a presença de comunistas ou de todos aqueles que não concordavam com os seus actos administrativos. Apesar de muita gente querer denunciar McCarthy, o rótolo de comunista era pesado para arcar sozinho; era notória a falta de coragem das pessoas.
É neste contexto, que a o jornalista Edward R. Murrow e a restante equipa de redação da CBS Television, decidem travar uma verdadeira batalha contra o politico, pois todos achavam que alguem tinha que se impor aos atentados dos direitos civis americanos. O programa “See it now” apresentado pelo Murrow, mostra a coragem de um jornalista em fazer frente a um senador norte-americano com um grande peso, nesta altura.
«Em 1935, Ed. Murrow iniciou a sua carreira na CBS, quando rebentou a 2ª Guerra Mundial, foi a sua voz que trouxe até nós a batalha da Inglaterra, Através da série radiofónica “isto é Londres”. Ele começou com todos nós, Com muitos de nós hoje aqui, quando a televisão estava na sua infância, Com o documentário noticioso “Veja Agora”. Ele tirou pedras a gigantes. Segregação, exploração de emigrantes, apartheid, J.Edgar Hoover, E a não menos importante luta histórico com o senador McCarthy (…)» sobre ED.Murrow,- parte do filme)
O filme “Good night and good luck” mostra então, a luta da equipa CBS Television, contra McCarthy, sendo esta a premissa do filme. É um retrato sobre os direitos individuais dos cidadãos, e sobre a liberdade de imprensa. As pressões económicas, políticas e sociais pautam sempre o ritmo de trabalho da equipa.
O filme retrata a década 50, em que a comunicação de massas está ao serviço de uma sociedade de massas. Podemos dizer que a comunicação de massas é uma característica fundamental da sociedade de massa. Ela surgiu no séc. XIX, com o jornal diário, mas consolidou-se no séc. XX com a rádio, o cinema e o meio de comunicação de massa por excelência, a televisão. A comunicação de massa é a comunicação feita de forma industrial, ou seja, em série para atingir um grande número de indivíduos, a sociedade de massa. Os meios de comunicação serviriam não só para a informação, entretenimento, mas também serviriam para a publicidade e para a propaganda.
Os mass media eram então, comparáveis a seringas ou pistolas que injectavam os seus conteúdos de uma forma rápida, a indivíduos atomizados.
O filme “Good night and good luck” insere-se nesta época que surge a rádio, televisão e cinema, onde se passa a comunicar à distância através dos meios de comunicação. São estes que levam a mensagem a vários públicos, através do modelo de irradiação, trazendo efeitos imediatos.
O filme consegue retratar os estúdios da televisão dos anos 50, através das cores a preto e branco e ainda, o profissionalismo do mundo televisivo e jornalístico. Mostra-nos detalhes de um jornalismo tradicional, em que tudo é feito manualmente, ou seja, de um jornalismo tradicional.
É também, um filme que nos mostra como os jornalistas reagem, quando deparados com um problema: os pequenos dilemas e questões de integridade profissional e de ética com que a equipa de jornalistas da CBS se encontra a todo o instante, e que se debatem em pequenas trocas de palavras entre colegas em intervalos de emissão (CBS Television), adquirem uma espantosa dimensão universal. O realizador utiliza como veículo da sua inteligentíssima a reflexão política uma reconstituição minuciosa dum acontecimento verídico, quase documental na atenção que tem a todos os pormenores e no cuidado em não manipular os factos para servir qualquer paralelismo com a actualidade.
“Good night and good luck” é uma profunda e honesta análise da sociedade actual, não só sobre os direitos dos cidadãos, como também sobre a responsabilidade dos media numa sociedade cada vez mais dominada pelo poder da imagem (e palavra) no televisor (sociedade de massa).Clonney cria uma personagem sem papas na língua, forte mas ao mesmo tempo perdido. O jornalista Ed. Murrow mostra no fim de cada programa seu, um certo abatimento, como se estivesse a medir as palavras que foram ditas por ele. Esta personagem, consegue transmitir uma imagem de honestidade através do seu discurso, sendo uma personagem em que acreditámos sempre.
O título do filme “Good night and good luck” é fruto da saudação que Murrow encerrava o seu programa. Este assume um significado irónico: era mesmo preciso ter sorte, neste tempo em que todos poderiam ser acusados de comunistas, visto que, qualquer um poderia ser acusado mesmo que não o fosse. Quanto a mim, o titulo não poderia ser mais bem escolhido, poisEd.Murrow tinha uma voz forte e marcante.
Clooney, de uma forma inteligente concentra quase toda a acção no espaço exíguo e fechado duma estação televisiva, imprimindo assim um ritmo trepidante aos acontecimentos que se sucedem, ao mesmo tempo que cria a ilusão de se estar a assistir quase em tempo real ao desenrolar do fascinante duelo de ideias entre o jornalista Edward R. Murrow e o senador McCarthy, na época da «Caça às Bruxas». Exemplo disto, é nos transmitido pela própria equipa de redacção, onde as nuvens de fumo de tabaco revelam o nervosismo destes jornalistas. A tensão emocional do filme é aliviada por uma cantora de jazz. O jazz era a moda na época, fruto da mudança que se vivia.
O filme é argumentativo e explicativo, e, por isso, acabará sendo também extremamente cansativo para aqueles que não vão atrás de bons diálogos.
As situações, mesmo as mais graves, não nos deixam a chorar nas partes mais dramáticas. Elas são expostas de maneira real, sem dramatizar, quase de modo documental. Ou seja, é um filme de situações. Gira em torno de uma história, mas não a faz o centro das atenções: o que importa aqui é como os personagens reagem a ela.
“Good night and goog luck”também toca em outro ponto cujo debate ainda é essencial, mesmo 50 anos depois: o papel social da televisão. O que fica mais claro ainda no último discurso feito por Morrow. A liberdade editorial está profundamente ligada à qualidade da TV, mas é preciso que os telespectadores percebam e exijam ambos. Caso contrário, a televisão é somente uma caixa preta e luminosa, como diz o discurso final de “Good night and good luck”.
A única falha que encontrei ao longo do filme foi a falta de história: o filme começa de uma forma rápida e avançada e para quem não estiver dentro desta realidade sentir-se-á perdido, e pode até nem perceber o filme.
É um filme de uma sobriedade exemplar, num registo a preto e branco que nos remete para os filmes de época e da época, cheio de sombras, com o fumo dos cigarros e a voz negra e doce de uma cantora de blues, um saxofone que se entranha no ambiente, as vozes sussurradas do medo, os olhares de quem tudo sabe e de quem tudo esconde, a perseverança de quem sabe quais são as prioridades e os valores que devem guiar a informação e o jornalismo.
Lançada a primeira pedra da Esquadra da PSP de Canidelo
Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia, presidiu à cerimónia de lançamento da primeira pedra da Esquadra da PSP, em Canidelo, acompanhado de Firmino Pereira, Vice-Presidente, César Oliveira, Presidente da Assembleia Municipal, e praticamente toda a vereação. A obra já decorre há cerca de dois meses, junto ao novo Centro de Saúde, representa um investimento de um milhão de euros e deverá ser inaugurada no Verão do próximo ano.
“Quando cheguei à Câmara, Gaia estava mal cotada no ratting das cidades seguras, ao ponto de sermos notícia, de primeira página dos jornais, pelas piores razões. Conhecendo os países de Terceiro Mundo, posso garantir que este concelho não apresentava melhores condições, a nível de instalações policiais. Sinceramente, não me lembro de nada de bom”, recordou o Luís Filipe Menezes.
O autarca referiu ainda que apesar da crise há coisas que correm bem: “A construção de novos equipamentos públicos, a reabilitação do centro Histórico, a Marina de Gaia ou a reabilitação do Mercado da Ribeira são alguns dos projectos que ficarão concluídos nestes dois anos, num país em crise, parado e onde nada se faz. Porque nós sabemos fazer o trabalho de casa e conseguimos parcerias importantes para a execução das obras”.
“A GNR e PSP, embora com limitações, têm os melhores equipamentos do país. A visita de turistas à cidade de Gaia deve-se ao extraordinário trabalho destas instituições que contribuem para a segurança e estabilidade pública, daí ser importante a requalificação das esquadras”, afirmou Luís Filipe Menezes.
O Presidente da Câmara aproveitou a cerimónia para anunciar que no próximo dia 30 será lançada a primeira pedra da esquadra da PSP, em Valadares, evidenciando o contributo da Câmara na requalificação das esquadras do Concelho: “A nossa colaboração serve também para mostrar que, muitas vezes, as câmaras municipais investem em projectos nacionais que são da obrigação do Estado”.
O novo edifício contará com três pisos e deverá ficar concluída daqui a um ano.
Abílio Pinto Vieira, Comandante do Comando Metropolitano do Porto, agradeceu à Câmara de Gaia todo o apoio dado à PSP e anunciou que a futura esquadra de Canidelo servirá cerca de 40 mil pessoas. “A PSP comprometesse a devolver a colaboração do Município de Gaia com serviços de qualidade”, concluiu o comandante.
Livro sobre Gaia mostra a evolução do concelho nos últimos 14 anos
“Vila Nova de Gaia, um percurso de Modernidade”” é o título do livro apresentado, hoje, no Arquivo Municipal Sophia de Mello Brayner. Trata-se de uma obra ilustrada com fotografias de António Homem Cardoso, que retrata o percurso do concelho, nos últimos 14 anos.
Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Gaia, começou por saudar a equipa que desenvolveu e trabalhou na concretização do livro por este ser um “belíssimo” retrato da transformação do concelho e um “ingrediente” que faltava na cidade como elemento de merchandising: “Esta obra é o que faltava para trazer ainda mais pessoas a esta margem esquerda do rio Douro”.
“As fotografias são a síntese de todo o percurso feito ao longo destes 14 anos. Ao olhar para cada uma destas páginas poderia contar uma história que traduz a dificuldade na concretização das obras ilustradas, porque em Portugal, é muito difícil executar qualquer que seja o projecto. Há quem escolha o caminho mais fácil onde nada é feito, mas nós queremos evoluir. Gaia é o concelho que mais cresceu, quer qualitativa quer quantitativamente. Havia quem duvidasse da viabilidade da construção do teleférico, porque não havia dinheiro, mas lá está ele. Apesar da crise há muito mais para além do orçamento”, recordou Luís Filipe Menezes.
António Homem Cardoso agradeceu a confiança de Luís Filipe Menezes no seu trabalho fotográfico e aproveitou a cerimónia de lançamento da obra para partilhar: "Gaia é uma cidade que me habituei a gostar. Antes da revolução, era uma cidade triste, um dormitório feio, mas foi transformada no País que eu sonhei em Abril: moderno, bonito e lavado".
Câmara Municipal de Gaia apresenta Projecto de Educação Ambiental
“Consumo” é o tema do mais recente Projecto de Educação Ambiental apresentado, hoje, no Auditório Municipal de Gaia perante dezenas de professores. Trata-se de mais uma campanha de sensibilização ambiental desenvolvida com as escolas do Concelho, como se verifica desde há dez anos.
César Oliveira, Presidente da Assembleia Municipal, começou por saudar a Vereadora do Ambiente e os seus colaboradores, assim como o Presidente da Câmara Municipal de Gaia por elegerem o ambiente como um dos temas mais importantes do Município, contribuindo para uma melhor qualidade de vida. Afirmou, ainda, a importância dos professores nas questões do ambiente: “Sempre disse aos meus filhos e continuo a dizer aos meus netos que os professores são os segundos pais, porque vivem demasiado tempo com eles. Têm um papel fundamental na educação da criança”.
Mercês Ferreira, Vereadora do Ambiente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, destacou a importância deste projecto no comportamento dos mais novos: “Acreditamos que as nossas crianças levam as aprendizagens para casa acabando por ensinar os pais. Por isso, faz todo o sentido trabalhar com as escolas.” Referiu ainda, que a crise actual obrigou a um corte no orçamento disponível para esta campanha, em relação aos anos anteriores. Em contrapartida, foram estabelecidas novas parcerias que irão ajudar a cobrir as despesas deste projecto. “O objectivo, este ano, é mostrar que, com menos dinheiro, é possível chegar a todos com o mesmo sucesso. Este ano, o lema é poupar, daí termos escolhido o tema do “Consumo” para esta campanha”, afirmou a Vereadora do Ambiente.
Fátima Silva, Chefe de Divisão Municipal do Ambiente e Educação Ambiental, fez a apresentação do projecto. Mostrou que os públicos-alvo são, essencialmente, as crianças e os jovens com os temas “A Arte de Reciclar”, “Árvore de Natal Ecológica” ou “Desfile de Natal” onde o objectivo é sensibilizar os mais novos para a problemática do consumo e dos resíduos, promovendo a criatividade e originalidade através de uma obra de arte concebida com materiais reutilizáveis. Destacou também, alguns temas que são do interesse do público em geral, como por exemplo a “Semana Europeia de Mobilidade” que irá decorrer entre os dias 16 a 22 de Setembro com o principal objectivo de alertar a população para a importância de agir contra a poluição causada pelo aumento do tráfego motorizado nos ambientes urbanos.