segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Revolução Viária

Via Circular vai facilitar acesso ao Centro Histórico


Firmino Pereira, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, anunciou um conjunto de obras que permitirão concluir a Via Circular do Centro Histórico.

O investimento será feito em três etapas: construção da via panorâmica e requalificação da VL8; construção da ligação da VL8 à Via Rosa Mota; e construção de um viaduto da Via Rosa Mota à Rua do General Torres que também será requalificada e que passará a ter dois sentidos.
A Via Panorâmica está ser preparada para permitir a ligação a uma ponte à cota baixa (ligeiramente inferior à da ponte da Arrábida) que atravessará o rio Douro até à Rua de D. Pedro V. A Via da Misericórdia facilitará o acesso à Escola Superior de Tecnologias de Saúde, uma infra-estrutura que custou à Câmara de Gaia 10 milhões de euros, verba que o Município espera receber do Poder Central há cerca de ano e meio. O viaduto, que implica a requalificação da Rua do General Torres, é a única obra que ainda não está adjudicada.
Segundo o Vice-Presidente, “esta é uma das mais importantes obras a ser construída na área urbana do concelho, uma vez que determina aquilo que vai ser o futuro de Gaia. Trata-se de um investimento aproximado de 5 milhões de euros que vai criar uma nova dinâmica no que respeita a acessibilidades e mobilidade no Centro Histórico. É um projecto determinante para as cidades do Porto e Gaia e necessário para melhorar a qualidade de vida na beira-rio”.
Numa altura em que a crise financeira afecta a todos, Firmino Pereira referiu que as obras serão realizadas com recurso a financiamentos comunitários, visto que “há uma comparticipação de 80% que poderá chegar aos 85%, já assegurada através do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN)”.
Firmino Pereira afirmou, ainda, que “é nas alturas de grande sensibilidade e crise que temos de preparar o futuro, pois melhores dias virão. Espero que, em 2014, seja possível um entendimento entre as câmaras do Porto e Gaia, já que até agora as nossas propostas não têm encontrado eco na outra margem”.

Joana Silva

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